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Neste Carnaval não brinque com a sua saúde!

19 de FEVEREIRO de 2020

Use camisinha e não deixa nenhuma IST pegar você


O foco do Ministério da Saúde para o Carnaval de 2020 será a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Cerca de 130 milhões de preservativos serão distribuídos em todos os estados somente neste período. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias cerca de um milhão de pessoas contraem IST no mundo. Estas infecções são causadas por mais de 30 tipos de vírus e bactérias e poderiam ser facilmente prevenidas com o uso de preservativos durante as relações sexuais. Ainda segundo a OMS, muitas destas infecções existem desde a Idade Média e só sobrevivem até hoje pela falta de proteção adequada.

Dados da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica indicam que o aumento no número de exames laboratoriais para detecção deste tipo de infecção aumenta depois do Carnaval, o que é um indício de que elas podem se espalhar mais facilmente nessa época, pois muita gente acaba “relaxando” também no quesito prevenção.

As IST, como HIV, sífilis, gonorreia, HPV, clamídia, herpes simples, tricomoníase e hepatite B, entre outras, podem causar morte, malformações de feto, abortamento e infertilidade, entre muitas outras complicações. Além disso, é sempre importante lembrar que uma pessoa pode estar infectada por mais de uma IST ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo da vida.

Segundo o infectologista do ambulatório de IST do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói (RJ), Dr. Marcos Davi Gomes de Sousa, grande parte destas infecções não apresentam sintomas inicialmente. “As pessoas estão contaminadas, transmitindo e assintomáticas, já que nem sempre as IST são clinicamente evidentes”. Ainda segundo o infectologista o número de pessoas infectadas está progredindo anualmente. Exemplo disso são os casos de notificação de sífilis que entre os anos de 2010 e 2019 aumentaram de 3.929 para 158.051 no Brasil. Além disso, as pessoas não estão atentas à forma como as IST são contraídas. “Todas as formas de praticar sexo podem expor as pessoas a doenças. Pelo sexo oral, por exemplo, se contraem sífilis, HPV e gonorreia, entre outras IST”. 

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anaur Auad (HDT), em Goiás, mantém uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal há cinco anos para organizar ações de prevenção às IST que incluem, entre outras ações, folhetos informativos com o intuito alertar sobre os riscos à saúde recorrentes no Carnaval. A infectologista e diretora técnica da unidade, Dra. Letícia Aires, destaca que aglomerações de pessoas em ambientes fechados e os comportamentos típicos desta festa acabam colocando em risco a saúde do folião. “As pessoas ficam sujeitas a doenças infectocontagiosas que podem ir das mais brandas às mais graves”. Para evitar essas enfermidades, a médica alerta para a importância de se divertir com moderação, mantendo cuidados básicos como higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel, e evitar o contato com pessoas com sintomas gripais, além do uso indispensável do preservativo para prevenir as IST. “Caso a pessoa identifique algum sintoma mais grave ou suspeito, deve procurar uma unidade de saúde”, ressalta Dra. Letícia. 

Ainda há muita falta de consciência em relação às IST, sobretudo pelos mais jovens. Segundo Dr. Marcos Davi, a epidemia de HIV hoje no Brasil atinge a todos, mas está concentrada em homens na faixa de 15 a 24 anos. “Entre 2008 e 2018, a taxa aumentou de 18.4 para 35.8 por 100 mil habitantes nesta categoria”.

Existem intervenções que associadas ao uso da camisinha reduzem a possibilidade de contrair IST, a chamada Prevenção Combinada (ver a figura da mandala), mas o preservativo ainda é a forma mais simples e eficaz de se proteger não só das IST, mas também de uma gravidez não planejada.  Há modelos masculinos e femininos que podem ser comprados em farmácias ou adquiridos gratuitamente em postos de saúde. Portanto, neste Carnaval, pare, pense, pule e use camisinha. Este adereço é absolutamente eficaz para prevenir as infecções sexualmente transmissíveis, além de ser um bom método contraceptivo. 






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