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Unidades ISG se preparam para o Coronavírus

19 de FEVEREIRO de 2020

O novo Coronavírus, recentemente renomeado para COVID-19, foi detectado na China no final do ano passado e, em função da sua rápida disseminação para cerca de 24 países, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Apesar de ser bem menos contagioso do que outras doenças, como o Sarampo, por exemplo, o novo vírus torna-se perigoso por ser ainda pouco conhecido, por sofrer mutações e por não existir nenhum tratamento específico disponível para ele. 
 
A transmissão do coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo como toque ou aperto de mãos e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. Segundo pesquisa divulgada pela Fiocruz, cada infectado pode contaminar até três outras pessoas, em média. 
 
Com a chegada de milhares de estrangeiros para as festas de carnaval em todo o Brasil, os hospitais estão em alerta. As unidades assistenciais gerenciadas pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG) estão organizando palestras para colaboradores com o objetivo de esclarecer sobre o modo de transmissão, as precauções e isolamentos e o fluxo de atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de contaminação pelo vírus.
 
No Hospital de Doenças Tropicais e Condomínio Solidariedade, em Goiás, e no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói (RJ), os colaboradores receberam orientações para identificar e lidar com possíveis pacientes suspeitos de terem contraído o vírus. Segundo a enfermeira do Setor de Controle de Infecção Hospitalar do Azevedo Lima, Flavia Garrido, estes pacientes geralmente apresentam febre e sintomas respiratórios, entre outros. “É importante saber se o paciente com estes sintomas esteve na China há menos de 14 dias ou teve contato com alguém suspeito ou comprovadamente contaminado pelo vírus”. Nestes casos, o paciente deverá colocar uma máscara cirúrgica, ser encaminhado a um leito de isolamento e fazer exames. Já o profissional que fizer o atendimento deverá utilizar máscara N95, luvas, avental/capote, óculos de proteção e protetor auricular (em situações de exposição a fluidos corporais).

No AME de Pariquera-Açu, Hospital Regional de Registro, Hospital Regional Dr. Rubens Savastano, em São José dos Campos e Hospital Regional Dr.Jorge Rossmann, em Itanhaém, foram promovidos eventos como palestras aos colaboradores sobre o COVID-19, fluxo de atendimento a casos suspeitos, e cartazes com medidas para evitar transmissão de doenças respiratórias. 
 
HDT faz parte da rede de referência para atendimento a vítimas de coronavirus

O Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiás, foi designado pelo Ministério da Saúde como unidade de saúde de referência no atendimento de pacientes com suspeita ou comprovação de infecção por coronavírus. A designação se deu devido à capacidade de atendimento do HDT e aos profissionais especializados para situações de risco à saúde pública. 






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