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Terapia Ocupacional: Cuidado e criatividade para apoiar os pacientes no pós alta

06 de FEVEREIRO de 2019

Quando um paciente passa por um longo período de internação no Azevedo Lima, os profissionais que atuam na Terapia Ocupacional fazem uma avaliação do comprometimento funcional, ou seja, de todas as sequelas deste paciente. A partir deste diagnóstico, serão traçadas metas e atividades diárias específicas. Segundo a coordenadora de Reabilitação, Adriana Morais, o objetivo é que estes treinos para as atividades da vida diária permitam ao paciente retornar à sua rotina com o máximo de independência e autonomia. Faz parte da filosofia do ISG, gestor do Azevedo Lima, focar também na vida que o paciente vai levar quando sair do hospital.
 
O trabalho da Terapia Ocupacional pode ter início no CTI, mas é nos leitos das enfermarias da Clínica Médica que ele será intensificado com atividades focadas nas problemáticas especificas: físicas, sensoriais, cognitivas, emocionais e até sociais, buscando o melhor uso do potencial do paciente com foco na qualidade de vida pós-alta. Para isso, os terapeutas ocupacionais trabalham aliando técnica e criatividade.
 
Responsável pelo trabalho desenvolvido na Clínica Médica, a terapeuta ocupacional Márcia Garcia relata o caso de um paciente que tinha grandes tremores nas mãos. Com a adaptação de massa Durepox à colher, dando mais peso ao talher, os tremores reduziram e o paciente pôde levar os alimentos com mais facilidade à boca, passando a se alimentar sozinho. Recentemente foi confeccionada uma órtese em PVC para o punho de uma paciente que estava sem o movimento das mãos. Ao mesmo tempo em que a fisioterapia trabalhava o ganho de força muscular e coordenação, a Terapia Ocupacional adaptou uma colher a esta órtese, permitindo que a paciente se alimentasse sozinha. “Ela já leva essa solução para fora do hospital e consegue se alimentar sem depender de alguém, mesmo que ainda não esteja com a força muscular recuperada”, ressalta Márcia.
 
Outra ação da Terapia Ocupacional é a troca de lateralidade, ou seja, a estimulação de atividades finas no lado saudável, como a escrita por exemplo, quando o lado plégico (paralisado) é o dominante.
 
A quantidade de exemplos é infinita, pois todos os dias novas histórias são escritas nos leitos do Azevedo Lima.
 
“Independente do motivo que fez o paciente internar, a Terapia Ocupacional vai avaliar e traçar atividades relacionadas especificamente ao comprometimento funcional desse paciente e adaptar as atividades na medida em que ele for evoluindo. Este indivíduo deve retornar à sociedade com a maior autonomia possível, pois muitas vezes não dispõe sequer de uma rede de apoio ou qualquer suporte fora do hospital”, finaliza Adriana, lembrando que os materiais de apoio utilizados para as atividades de adaptação e bem estar do paciente no leito geralmente são simples e de baixo custo. “O que vale é o conhecimento aliado ao cuidado e à criatividade para apoiar o indivíduo em suas atividades do cotidiano".




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